Extinguir as associações do mercado é utopia

Muitos corretores e companhias se questionam qual seria a solução para que as associações fossem extintas do mercado. A resposta provavelmente será: a partir do momento que as seguradoras passassem a pegar 100% dos veículos com preço justo para os consumidores. Dessa forma, até mesmo as associações sérias, que tem de 20, 30, 100 mil itens, dariam toda a sua carteira e passariam seus associados para as companhias de seguro. Sendo que assim ela teria até 35 % de comissão, que é dessa forma que as companhias comissiona seus corretores.

Então, imagina uma associação que, hoje, tem um faturamento de 20 milhões, o corretor ganharia, no mínimo, 7,5 milhões de comissão só para a associação. Pensando assim, é fácil se questionar: qual associação não iria querer isso? Os gastos para gerir seria menores e muitos outros benefícios seriam possíveis. Nenhum presidente de associação iria recusar tal feito.

Em meio a um seguimento que limita seu público, a existência da atividade de Proteção Veicular no Brasil é possível graças a enorme carência causada pelas empresas de seguros, que somente protegem o patrimônio praticamente livre de risco, deixando à margem do mercado uma enormidade de necessitados. Estima-se hoje que há 57 milhões de veículos não aceitos pelas empresas por diversas razões – automóvel velho demais, cliente com nome negativado etc.

Ao invés de lutar contra um segmento que só cresce e traz benefícios para a população, porque não olhar para si mesmo e buscar melhorias para atender o maior público possível?

“A segmentação de consumidor é uma prática abusiva de mercado. Com isso, criou-se uma brecha para as associações de proteção veicular”, avalia a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Ana Carolina Caram.

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