Para entender cenário do associativismo em Brasília

A luta pelo associativismo tem alguns anos que está em pauta em Brasília. Lá, como vocês devem saber, existem dois projetos avançados na Câmara dos Deputados referentes a proteção veicular. Tem o 

3139/15, de autoria do deputado Lucas Vergilio (SD-GO), e o 5571/16 do deputado João Campos (PRB-GO). 

O PL 3139/15, que antes visava a proibição das mútuas, ganhou um lado  diferente a partir de relatório favorável a regulamentação, foi aí que ganhou fôlego e andamento. É ele que está mais avançado no cenário político.

Já o PL 5571/16 estava parado, tentaram criar uma comissão especial, mas sem sucesso. Foi cancelada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. E quando ela foi cancelada, eles apensaram o projeto de João Campos no de Lucas Vergílio, alegando que as matérias são iguais: buscam a regulamentação das mútuas. 

Após isso, nesse meio tempo, um processo de arquivamento e outro de desarquivamento já foram pedidos nesse projeto do João Campos. A movimentação pode ser vista e acompanhada através do site oficial da Câmara dos Deputados.

Na semana passada houve uma nova tentativa de avanço na PL 5571/16, foi feito um novo pedido para desapensar os projetos. E ontem, terça-feira, dia 29 de maio, saiu a decisão: foi indeferido. Ou seja, os projetos vão seguir juntos. 

Com tudo isso em vista, o cenário de divisão entre as entidades que estão a frente dos interesses das mútuas, é visível e sintomática. De um lado as que estão certas que o projeto 3139/15 é o caminho da vitória para a regulamentação, como a OCB, FENABEN e FENACAT. Do outro, AAAPV e FAN que acreditam que os direitos associativistas só serão assegurados com o PL 5571/16.

A junção entre a FENABEN e a FENACAT buscam, dentro do PL 3139/15, uma regulação específica, que atenda todos os princípios do associativismo. Coisa que a AAAPV e FAN desacreditam que seja possível com a atual formatação da regulamentação que foi aprovada e está ganhando andamento. 

Para a FENABEN, que representa mais de 300 mil associados, as emendas devem ser trabalhadas a favor dos interesses das mútuas. Por isso que o primeiro passo é regulamentar, garantir direitos e, após isso, continuar procurando convergência a favor do associativismo. 

Com tudo, não devemos esquecer a nossa maior e única bandeira: o associativismo. 

Em uma luta com os mesmos objetivos não há porquê vestir camisas diferentes. A briga de ego deve estar a baixo das buscas pelos direitos dos associados e suas associações. 

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